Tudo o que a geografia esconde, o corpo lembra (2025).

Há lugares onde o humano se desarticula, onde a paisagem se impõe como medida absoluta e onde o corpo, privado de referências estáveis, oscila entre a permanência e a dissolução. Os territórios limítrofes - margens de rios, extensões de areia, recortes da costa - são espaços de transição e suspensão, zonas onde o tempo abranda e a escala humana se dilui na vastidão natural. É nesses interstícios que parte da minha fotografia se inscreve, interrogando a relação entre presença e ausência, pertença e deslocação. Tudo o que a geografia esconde, o corpo lembra.

Exposição na Galeria Braço Perna 44, em Lisboa - 17 de abril de 2025 a 17 de maio de 2025

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Dinotopia (2019-2025)