“Tudo o que a geografia esconde, o corpo lembra”
Há lugares onde o humano se desarticula, onde a paisagem se impõe como medida absoluta e onde o corpo, privado de referências estáveis, oscila entre a permanência e a dissolução. Os territórios limítrofes - margens de rios, extensões de areia, recortes da costa - são espaços de transição e suspensão, zonas onde o tempo abranda e a escala humana se dilui na vastidão natural. É nesses interstícios que parte da minha fotografia se inscreve, interrogando a relação entre presença e ausência, pertença e deslocação. Tudo o que a geografia esconde, o corpo lembra.
12 impressões únicas e assinadas, anteriormente expostas na exposição “Tudo o que a geografia esconde, o corpo lembra”, na Galeria Braço Perna 44, em Lisboa.